23 agosto 2013

Le Petit Prince - Antoine de Saint-Exupéry - 70 anos


O Pequeno Príncipe é o meu livro favorito, pois a cada vez que o leio tenho uma nova interpretação, consigo absorver algo que ainda não havia conseguido.

É um livro de criança? Com certeza. E livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que um dia foi.
 

O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.
Este ano, o livro “O Pequeno Príncipe“, do francês Antoine de Saint-Exupéry, completa 70 anos.  Apesar das ilustrações e do tom meio infantil, o livro conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo por tratar a solidão humana de forma poética.
“O Pequeno Príncipe” conta a história de um piloto cujo avião cai no deserto do Saara. Lá ele encontra um príncipe que o leva a uma jornada espacial repleta de ensinamentos filosóficos.

 Antoine de Saint-Exupéry inspirou-se em um episódio pessoal para formular a trama. Ele sofreu um acidente de avião no mesmo deserto, quando tentava quebrar um recorde da aviação, voando de Paris (França) a Saigon (Vietnã), o que lhe renderia um prêmio de 150 mil francos.
 “O Pequeno Príncipe” não foi a única obra de sucesso do escritor. Antes disso, escreveu sete livros sobre aviação e guerra.


A primeira edição do livro foi publicada em abril de 1943 em Nova York, durante a Segunda Guerra Mundial.

O escritor não viveu o suficiente para ver o sucesso de seu livro. Faleceu em combate, na missão do dia 31 de julho de 1944, aos 44 anos. O Pequeno Príncipe só chegou à França em 1946.

Com aproximadamente 140 milhões de cópias vendidas, o livro é o maior best-seller da história da literatura francesa. Em escala mundial, fica em 5º lugar, depois de “Um conto de duas cidades” (Charles Dickens), “Xinhua Zidian” (dicionário de caracteres chineses), “Dom Quixote” (Miguel de Cervantes) e, é claro, a Bíblia. É o terceiro livro mais traduzido no mundo. Com edições em mais de 210 línguas, só perde para a Bíblia e para “O Peregrino”.
Há exemplares escritos em braile e em toba, língua indígena do norte da Argentina.


O livro foi adaptado para o cinema duas vezes. A primeira delas foi em 1967, pelo diretor lituano Arünas Zebriünas. Em 1974, por Stanley Donen, mesmo diretor de “Cantando na Chuva” (1952).
Em 1993, a França lançou notas de 50 francos com a estampa de Antoine de Saint-Exupéry. Foi uma homenagem aos 50 anos da publicação de O Pequeno Príncipe. Um dos versos da nota trazia a foto do escritor e o outro, a imagem de um avião Breguet 14, o mesmo pilotado por ele quando sofreu o acidente no deserto do Saara, junto a um desenho de seu famoso personagem.


A casa onde Antoine de Saint-Exupéry passou sua infância na  pequena cidade de

Saint-Maurice-de-Remens, próxima a Lyon será transformada em museu em homenagem ao autor do livro mais lido no mundo.
O projeto de recuperação proposto para o local tem como objetivo criar um centro cultural,
incluindo um memorial, uma biblioteca, um centro de documentação, salas de projeção e
instalações para conferências e workshops criativos.
Um espaço destinado a descoberta e aprendizagem para as famílias e o público jovem.



Algumas frases do livro:“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

“Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.”

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”

“Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas.”


“O amor verdadeiro não se consome, quanto mais dás, mais te ficas.”

“Disse a flor para o pequeno príncipe: é preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas.”

“Só os caminhos invisíveis do amor libertam os homens.”

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar…”

“O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte”.

“O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção.”

“Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla.”

“Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa.”


“Não lhe direi as razões que tens para me amar, pois elas não existem. A razão do amor é o amor.”
“São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.”




“E eu compreendi que não podia suportar a ideia de nunca mais escutar esse riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto…”

“Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso.”


E para demonstrar a minha paixão por esse livro fantástico, eu fiz uma tatuagem com a frase “L'essentiel est invisible pour les yeux” na costela. E não para por aí, em breve mais uma tatuagem inspirada no livro.

Espero que vocês tenham gostado e me perdoem por ter ficado um pouco extenso o post.

Link da loja do Pequeno Príncipe: http://www.lojaopequenoprincipe.com.br/

Beijos ;*  


Um comentário:

  1. O pequeno principe é um dos meu livros preferidos, li várias vezes quando era mais nova :)

    Comecei a seguir-te através do gfc.

    http://xoxocitygirl.blogspot.pt/

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 renata massa